Discussão:ambitio

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A entrada correta seria ambitio, nominativo singular. Os dicionários, em geral, quando registram a etimologia do latim, normalmente registram a palavra no caso acusativo (caso lexicogênico, que é o que deu origem às palavras em português) e sem a desinência final. No caso de ambitio, o acusativo é ambitionem. Na evolução para o português, primeiro perdeu o M transformando-se em ambitione, mas não existe essa palavra em latim. O mesmo vale para progressus que também não existe. Não sei se haverá outras na mesma situação.EusBarbosa 14:37, 25 Julho 2006 (UTC)

Concordo, mas não entendi o que queres dizer quando afirmas a inexistência de 'ambitione' e 'progressu'. Afinal, 'ambitione' é o ablativo singular de 'ambitio', e 'progressu' é a forma em -u do supino de 'progredior', e portanto em algum sentido essas palavras existem. Quanto ao registro da etimologia, essas aí provavelmente foram tiradas do Aurélio. Eu nunca investiguei o motivo do Aurélio usar estas formas para a etimologia, imaginava que talvez elas fossem tiradas de alguma vertente do latim vulgar. --Schoenfeld 21:58, 25 Julho 2006 (UTC)
Me expressei mal. Quando disse não existem, quis dizer não existem essas formas no nominativo. Aliás progressu é também o ablativo de progressus(substantivo), além do supino de progedior. Eu sei que você e outros são a favor de aceitarmos todas as formas flexionadas. Mas eu ainda não me convenci e acho que a comunidade como um todo ainda também não. O caso do Aurélio - acredito - é porque citam ali a forma lexicogênica, mas realmente isso só faz confusão, pois se procurarmos aquela palavra em algum dicionário em latim, não vamos achar. Quanto ao caso presente, como ficamos? Criamos os verbetes no nominativo e eliminamos as flexões? ou criamos os verbetes no nominativo e redirecionamos as flexões? EusBarbosa 23:31, 25 Julho 2006 (UTC)
Bom, já que as flexões estão aí, por que as apagar? Mas, se ninguém é sensibilizado pela sua eliminação, se a maioria as considera detestandas, então fora com elas. Quanto ao Aurélio, não acho que citem a forma lexicogênica (do latim clássico), pois noto que sempre que se trata de um substantivo derivado de um masculino latino da segunda declinação ou de um adjetivo derivado de um adjetivo latino da primeira classe, o Aurélio cita sempre uma forma em -u, que não pode ser do latim clássico (por exemplo, a etimologia de ludo remete a ludu, de puro a puru). --Schoenfeld 00:43, 26 Julho 2006 (UTC)
Ok, então vou redirecioná-las para a forma clássica até que se decida a questão das flexões. Se decidirmos depois então apagá-las fica mais fácil. Quanto ao Aurélio citar essas formas esquisitas realmente não sei qual é a fonte. Se vier a saber te aviso. EusBarbosa 15:07, 26 Julho 2006 (UTC)