Imagem do sistema binário Sirius capturada pelo Telescópio Espacial Hubble. Sirius B, a anã branca mais próxima da Terra, pode ser vista como um ponto de luz tênue à esquerda e abaixo de Sirius A, que é muito mais brilhante.
(Astronomia) estágio evolutivo final de estrelas que cessaram sua fusão nuclear e cuja massa não é suficiente para se tornarem estrelas de nêutrons ou buracos negros (têm até dez vezes a massa do Sol e compõem mais de 97% das estrelas da Via Láctea) tornando-se um remanescente de núcleo estelar composto principalmente de matéria degenerada cujo colapso é impedido graças ao princípio de exclusão de Pauli (dois elétrons não podem ocupar o mesmo estado quântico)
Nota¹: após encerrar seu ciclo na sequência principal, a estrela torna-se uma gigante vermelha com a expansão de suas camadas externas até que, cessando a fusão atômica, ocorre um colapso destas até seu núcleo que, atingindo um limite de até 1,4 massa solar, consolida-se e provoca um choque tão grande com essa matéria excedente colapsante que explode como nova e forma, a seguir, a chamada nebulosa planetária; uma parte dos elementos mais pesados que o carbono são assim produzidos
Nota²: não ocorre fusão termonuclear em uma anã branca; a luz que irradia provém de seu calor residual que irá sendo lentamente perdido até que ela se torne uma anã negra; ela é, assim, considerada uma estrela morta
Nota³: a anã branca é um astro muito denso - com um volume do tamanho da Terra, por exemplo, ela contém uma massa comparável à do Sol; se a sua composição final for de carbono este, dada a grandiosidade da pressão gravitacional, assume a forma de diamante recebendo então o nome de planeta de diamante ou planeta de carbono; quanto maior for a massa da anã branca, menor será o seu raio
Uma brasa estelar esfriando lentamente chamada de anã branca, com uma cicatriz em seu rosto, está fornecendo novas informações sobre o comportamento de certas estrelas "canibais" no final do seu ciclo de vida.(notícia do sítio UOL de 26 de fevereiro de 2024)