Usuário:Eusbarbosa

Origem: Wikcionário, o dicionário livre.

 
"Por um Wikcionário LIVRE!"
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Quadro de habilidades
en-3 This user is able to contribute with an advanced level of English.
es-3 Este usuario puede contribuir con un nivel avanzado de español.
fr-2 Cette personne peut contribuer avec un niveau intermédiaire de français.
la-2 Hic usuarius media latinitate contribuere potest.
it-2 Questo utente può contribuire con un livello intermedio di italiano.
ar-1 هذا المستخدم يتحدث اللغة العربية بشكل بسيط.
el-1 Αυτός ο χρήστης μπορεί να συνεισφέρει σε βασικού επιπέδου ελληνικά.
fi-1 Tämä käyttäjä pystyy kirjoittamaan perusteet osaavasti suomen kieltä.
de-1 Dieser Benutzer hat grundlegende Deutschkenntnisse.
grc-1 Ὄδε λεξικογράφος τὴν ἀρχαίαν Ἐλληνικὴν γλώτταν μικρὰ γράφειν οἷος τ' ἐστί.
Noia 64 apps karm.png Este usuário está no Wikicionário desde
12 12 2004

Declaração de Princípios, Meios e Fins

  • Estou nesse projeto por livre e espontânea vontade, como todos os demais usuários. Contribuo com o melhor que posso, mas não sei tudo e cometo muitos erros, como qualquer pessoa normal.
  • Acredito na humanidade. Acho que temos mecanismos de superar nossos erros. Que uns podem e devem ajudar os outros nessa caminhada da Vida e na aventura do Conhecimento.
  • Acredito na liberdade: de informação, de crítica, de expressão. Só a liberdade pode conduzir o Homem ao progresso e à felicidade.
  • Acredito na igualdade. Todos devemos ser tratados com equanimidade, em direitos e oportunidades. A equanimidade é também e principalmente o respeito às diferenças de raça, credo, cultura, nacionalidade, sexo e orientação sexual.
  • Acredito na fraternidade entre as pessoas. Todos somos passageiros do mesmo barco e o destino de um afeta o destino de todos.

OM MANI PADME HUM!

Anarquia, Utopia e Liberdade

Pessoal, o que vou dizer abaixo é apenas um convite à reflexão. Não se trata de nenhuma proposta ou convite à discussão. Peço-lhes apenas que reflitam. Em primeiro lugar, usa-se muito mal o termo anarquia. Usamo-lo pejorativamente, como se anarquia fosse algo intrinsecamente ruim. Em segundo lugar, diz-se que a utopia é algo também ruim porque não existe, é fora da realidade e portanto não deve ser considerado como referência. Dizemos " isso é utópico " quando queremos dizer que não é factível. Entretanto, anarquia (do grego antigo: ἀν + ἀρχή) significa: ausência de governo, não necessáriamente "bagunça". O movimento anarquista que vigorou forte, especialmente na Espanha, teve princípios, não regras. Os seus princípios derivaram da convicção de que o ser humano adulto normal e capaz não necessita tutores. Evidentemente isso não é o caso dos incapazes: das crianças, dos deficientes mentais e dos loucos. Um ser humano, normal, capaz, civilizado e em pleno uso da razão, não necessita de polícia, de religião, ou do Estado. Esse ser humano é livre e, dono de sua liberdade, tem absoluto respeito pela liberdade alheia. Um sociedade anarquista viveria em um mundo utópico em que cada um respeitaria a liberdade alheia e portanto viveríamos todos em paz.

Com isso caímos na questão da Utopia. A Utopia deveria ser o ideal de todo ser humano; o modelo no qual a sociedade "real" deveria ser inspirar. Uma sociedade sem chefes, sem mandatários, sem tutores do comportamento e da consciência alheias. Justamente por termos abandonado as utopias, estamos vivendo essa devastação civilizatória e cultural, onde tudo se nivela por baixo. Ou seja, por não termos a Utopia como inspiração, somos condenados à Distopia permanente. E buscamos ansiosamente compensar esse vazio com o dinheiro e as drogas. E haja Prozac! porque nem o dinheiro, nem as drogas resolvem, quando o Homem abdica de pensar.

Por outro lado, senhores, vejam que contradição. Não há nada mais utópico que esse projeto. Se não, vejamos as afirmativas de nossa página principal: "O objetivo do Wikcionário é descrever todas as palavras de todos os idiomas, com definições e descrições em português..." e ainda "Qualquer pessoa pode editar e salvar qualquer definição; não é necessário identificar-se."

Pretendemos dicionarizar todas a palavras de todos os idiomas existentes e já extintos. Abrimos corajosamente a possibilidade de editar para qualquer um, sem avaliar sua capacidade, conhecimento, vontade, nem idoneidade. Damos ao desconhecido um voto de confiança! E queremos retirá-lo tão logo o desconhecido passe a ser um colaborador assíduo e identificado?

Pessoal, estamos dedicando nosso tempo, nossas horas de lazer, para um projeto absolutamente utópico! Não ganhamos salário, nem reconhecimento, nem poder, e estamos felizes com isso. Ou seja, estamos vivendo uma Utopia aqui e agora!!!! Será que não teremos coragem de preservá-la? Os possíveis vandalismos nos agridem tanto que queremos criar amarras, regras, normas e punições a torto e a direito? Vamos submergir ao medo dos que querem que esse meio seja todo organizado e ordenado conforme suas neuroses e não conseguem conviver com um sistema livre? A Liberdade é odiada por aqueles que tem o espírito escravo. Para que essa Utopia prevaleça é preciso conviver com o risco. É preciso abrir o coração e aceitar as diferenças, é preciso se despir do preconceito, do desejo de poder e de dominação, da crença em ser dono da verdade, da vaidade, do egoísmo, do medo. Não há como separar uma coisa da outra.

Liberdade, ainda que Utopia

Regimes totalitários são visceralmente contra a livre informação. Por quê? Porque a livre informação produz livres pensadores. Ora, totalitarismo e liberdade obviamente não coexistem, pois são coisas mutuamente excludentes. Do mesmo modo, totalitarismo e livre informação também não podem coexistir. Por outro lado, não existe produção e circulação de conhecimento sem livre informação. Em decorrência, a gênese de conhecimento fica comprometida sob o totalitarismo, qualquer que seja ele. É por isso que em um ambiente de cultura e de ciência, tal como nas melhores universidades do mundo, a liberdade de comportamento e de opinião é a regra e o direito à contestação e ao contraditório é considerado sagrado. Tudo o que leva a um maior conhecimento, leva a uma maior liberdade e vice-versa. E o totalitarismo (seja político, religioso, ou de qualquer tipo) ao impedir um, impede o outro. O que é triste é que esse totalitarismo insidioso, infiltra-se hoje em todos os domínios. Até a universidade, antigo templo do saber, está a se transformar em máquina caça-níquel (pelo menos no Brasil), que finje que ensina aos alunos bestificados, que finjem que aprendem. Ó gerações de autômatos, zumbis, que seguem, "felizes" o Grande Irmão, acordem! Há um outro modo possível de vida! Vocês são os modernos escravos, criados, preparados e domados para dar ao Grande Irmão todos os dólares que ele avidamente necessita e dos quais nunca se sacia. Suas mentes foram programadas para não pensar, para fazer o que lhes mandam, para produzir para os seus patrões sem questionamentos. O que vocês produzem e, guiados pela propaganda, consomem, é apenas a ilusão que o Grande Irmão lhes apresenta e que vocês crêem ser o ideal de vida.


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